NFL, semana 6: ganhar não é o mesmo que controlar
Pittsburgh escapou à derrota; New Orleans quase deixou fugir a vitória. Dois triunfos, duas lições antes de Paris.
A mesma coluna, histórias diferentes
Pittsburgh venceu Tampa Bay por 26–19 no prolongamento, a 18 de outubro. New Orleans bateu os Giants por 34–27. A classificação atribui uma vitória a cada equipa; não tem coluna para os adeptos que envelheceram seis anos no último período.
É a distinção útil entre estes dois jogos da semana 6, não um julgamento de toda a liga: o resultado conta o que aconteceu; o percurso revela possíveis reparações.
Pittsburgh: resistência, mas também um buraco
Segundo a NBC Sports, os Steelers perdiam por 3–16 no quarto período antes de vencerem no prolongamento. A recuperação merece elogios. Depois é preciso perguntar por que foi necessária. Uma operação de salvamento é admirável; como modelo semanal convence menos.
A nossa leitura: em Paris não basta outro final dramático. Consegue o ataque prolongar as posses antes de ser necessário chamar os serviços de emergência? Observem as primeiras tentativas e a posição no campo, não apenas a última jogada espetacular.
New Orleans: vitória com trabalho de casa
O relato dos Saints descreve uma vantagem de 34–10 que terminou em 34–27, interrompendo três derrotas consecutivas. A margem demonstra capacidade para criar uma vantagem; a redução revela dificuldades em fechar o jogo.
A nossa leitura: proteger uma vantagem também exige posse ofensiva. New Orleans continuará a conquistar primeiros downs, em vez de tratar o relógio como o empregado prestável que terminará o turno sozinho?
O que passa para a semana 7
São perguntas, não previsões. As equipas encontram-se a 25 de outubro no Stade de France. Pode convencer mais quem precisar de menos heroísmo tardio. O público quer entretenimento; os treinadores procuram normalmente algo mais aborrecido: controlo repetível.